Sobre o tesouro de sermos filhos competentes dos nossos pais

Faz algumas semanas, talvez até meses, que eu sinto que este texto quer ser escrito, quer chegar à superfície, como a água da fonte quer chegar à luz.

Faz algum tempo que eu peço para encontrar as palavras certas para me expressar, ou talvez ainda mais, encontrar um jeito bom para dar uma forma a essas palavras. Agora eu entendi que para mim o mais simples e também o mais belo é simplesmente contar de mim mesma.

Esta versão em português é uma tradução do meu texto original em alemão. Sou de um lugar chamado Südtirol/Alto Adige, que eu amo e do qual eu tenho orgulho. Este Tirol do Sul se encontra no extremo norte da Itália, na fronteira com Suiça e Áustria, no coração dos Alpes. Somos uma minoria cultural no território italiano que fala como primeira língua um dialeto alemão, porque este trecho de terra fazia parte da Áustria até 1919. Depois de décadas de luta para manter a cultura dentro do contexto italiano, temos hoje uma ampla autonomia política, fiscal e cultural.

Não tenho certeza de que o próprio contexto desta história seja compreensível aos leitores brasileiros. Talvez seja necessário ressaltar que os povos indígenas recebem internacionalmente muita atenção e reconhecimento por serem considerados guardiões de uma profunda sabedoria, que vem diretamente dos ancestrais e da própria mãe terra. Tem inclusive muita gente que acredita que para que a vida neste planeta continue, a gente precisa se voltar urgentemente para estas cosmovisões indígenas.

Bem então, vamos lá, no início está o agradecimento. O agradecimento à minha mãe, Erika Kofler e ao meu pai, Hans Brugger, pela minha vida

Eltern

Depois, o agradecimento às medicinas dos povos indígenas (em todas as suas manifestações), que constantemente me ensinam como compreender essa vida mais profundamente, de fluir com ela e de honrar e preservar ela dentro de mim e à minha volta.

Nem sempre eu soube disso, mas eu sou muito sensível. Tão sensível que por exemplo a medicina do Peyote só precisa chegar perto de mim, que o meu corpo já sente os seus efeitos. O meu ser precisa de muito amor, beleza, gentileza e calor. Acho que nós seres humanos temos isso em comum, mas me parece que alguns conseguem aguentar a falta disso melhor do que outros. Eu faço parte destes outros.

Contudo, a falta, ou escassez, me parece ser um elemento fundamental da cultura da qual venho na origem, o que com certeza pode ser explicado sociologicamente de diferentes maneiras. Bem, algo em mim começou há tempo uma busca por esse sol que afugente o frio em mim e sim, quem procura acha. O acesso a muito amor, beleza, gentileza e calor eu encontrei no Brasil, com o povo do Fogo Sagrado de Itzachilatlan e as famílias aliadas, Guarani e Igreja do Santo Daime em Florianópolis.

fogo temascal

O que isso tem a ver com a arte de sermos filhos competentes dos nossos pais?

Bem, eu me observo como estou ficando cada vez mais incomodada com tanta gente de medicina estrangeira, que chega na minha terra natal do Tirol do Sul para conduzir cerimonias e rituais indígenas. Isso é paradoxal porque desde que entrei em contato com essas medicinas, eu rezo ativamente para que também a “minha” gente, o meu povo das montanhas, pudesse receber ao máximo este acesso ao amor, beleza, gentileza e calor.

Então fui olhar mais profundamente para dentro de mim e cheguei à seguinte conclusão (talvez momentânea). O que gera estas resistências dentro de mim, é a minha impressão de que nós, povo das montanhas, diminuímos a nós mesmos em relação às nossas visitas. Que temos a tendência de colocá-las num pedestal e desta forma transferir para elas um poder que talvez nem todos vão tratar com tanto respeito quanto nós esperamos.

Eu sinto em mim uma necessidade incrível, de me encontrar com estas pessoas de medicina de igual para igual, a partir da nossa própria tradição. Para compartilhar com eles o que o nosso povo tem de precioso. E aí estou me dando conta agora que talvez não se trate em primeiro lugar de reavivar novamente as nossas antigas tradições, das quais eu suponho que ficaram enterradas ao longo dos séculos – bem, talvez isso também. Mas está me parecendo que antes disso, cabe fazer um passo fundamentalmente importante, que é simples e acessível a todos, mas nem um pouco fácil de fazer: que é exatamente este, de nos tornarmos filhos competentes dos nossos pais.

Escutei esta frase pela primeira vez de uma consteladora familiar, que a escola Waldorf onde os meus filhos estudam contratou, para constelar sistemicamente a própria escola. O que eu entendi desta frase foi assim: Nós nos tornamos filhos competentes dos nossos pais no momento em que a gente os reconhece 100% como os melhores pais para nós e aceitamos tudo, tudo que veio deles para nós – tudo o bom e tudo que consideramos ruim. Eles, portanto, nos deram exatamente o que necessitamos para estarmos preparados a cumprir, vamos colocar assim, a nossa missão na vida.

Enquanto a gente não der esse passo, temos a tendência a idealizar pessoas e instituições (no caso de cima, a escola, no nosso caso aqui, por ex. os povos indígenas) e de projetar encima deles aquela perfeição da qual sentimos falta nos nossos pais. Desnecessário dizer que isso é uma bomba-relógio. (Cheguei a mencionar que aqui estou contando sobre mim mesma?)

O que então isso significa concretamente na minha vida. A paz com os meus pais fecha um elo na corrente da minha raiz. Na corrente dos meus antepassados. No momento em que eu aceito, recebo e integro os meus pais em mim, eu recebo tudo o que veio para mim através deles. Ou seja, a minha genética inteira, todos os meus padrões de comportamento, todas, todas as peculiaridades culturais, tudo, de toda a minha ancestralidade. Que presentaço! Neste momento é um enigma para mim como durante tanto tempo só enxergava o “negativo” que eu relacionava aos meus antepassados. Toda a dor das guerras, a escassez, o costume de se esconder, de não mostrar os sentimentos, etc. etc. Mas se eu olhar bem, eu vejo por um lado uma força inimaginável nestas pessoas, de superar todos esses desafios e de continuar conseguindo o mais importante: de manter e passar para frente a vida, e desta forma de possibilitar a minha vida e a dos meus filhos amados.

Por outro lado, eu vislumbro que vindo pela minha linhagem de sangue repousa em mim um tesouro de conhecimento, sabedoria e experiência que consigo recuperar e ativar a partir do momento, em que eu me abro completamente para ele, em que eu recebo e integro tudo dele, quando eu digo SIM para ele. Eu até suponho, que é bem aqui onde se encontra o saber de como podemos viver novamente as nossas próprias tradições das montanhas de forma sagrada.

Goasslschnelln

Aceitar e incorporar os meus pais com tudo, tudo o que veio deles para mim, inclusive aquelas partes que eu gosto menos de mim mesma, que eu procuro esconder de mim mesma o melhor possível, tem amplas consequências na minha vida. Eu somente consigo transmutar o que eu antes tomei para mim. Ou seja, a partir deste momento do SIM, eu posso ficar conscientemente frente a tudo e olhar o que ainda faz sentido na minha vida, e o que não.

No caso específico do trato com as pessoas de medicina eu percebo, que não tenho mais a necessidade (inconsciente) de me fazer pequena, porque na realidade eu tenho vergonha de quem eu sou, de onde venho e da minha cultura. Não tenho mais a necessidade de me adequar a eles, de fazer tudo o mais parecido possível como eles, de imitá-los, por exemplo na dança, nos cantos, até o jeito deles de falar, de se vestir e se enfeitar. Até eu posso fazer tudo isso, se assim eu sentir, mas vai ser a partir de um outro lugar interno. E eu me coloco numa postura de troca. Aprendo com eles e ao mesmo tempo, os ensino, através do meu ser, simples, aberto e transparente. Me respeito e respeito todo o meu legado, me mostro e mostro todo o meu legado, o coloco a disposição para que nós, como humanidade, podemos aprender uns com os outros.

Fechando a lacuna, completando o elo na corrente da minha raiz eu sinto chegar uma outra força imensa: a força dos nossos avós, as montanhas. Estes amados gigantes, que com a sua beleza majestosa nos marcam desde muito pequenos. A elas, Montanhas Pálidas, eu dedico este texto. Para que possamos nos encontrar com cada vez mais consciência com grande respeito e gratidão.

 

Mitakuye Oyasin – por todas as minhas relações.

 

 

 

 

 

Mitakuye Oyasin – por todas as minhas relações.

Vom Schatz, kompetente Kinder unserer Eltern zu sein

Seit mehreren Wochen, vielleicht sogar Monaten, spüre ich, dass dieser Text geschrieben werden will, er will an die Oberfläche, wie Quellwasser ans Licht.

Seit einiger Zeit bitte ich darum, die richtigen Worte zu finden, um mich auszudrücken, oder noch vielmehr, die richtige Art, um diesen Worten eine Form zu geben. Jetzt habe ich verstanden, dass es für mich am einfachsten und auch am Schönsten ist, wenn ich einfach von mir selbst erzähle.

Um es noch kohärenter zu machen, müsste ich eigentlich in meinem Dialekt schreiben, so wie mir “der Schnabel gewachsen” ist. Aber wer weiss, vielleicht interessiert es ja auch noch andere Menschen, die nicht unbedingt aus Tirol kommen. Für sie möchte ich Sprachschwierigkeiten vermeiden.

Nun also.

Am Beginn steht der Dank. Der Dank an meine Mutter, Erika Kofler, und meinen Vater, Hans Brugger, für mein Leben.

Eltern

Dann, der Dank an die Medizinen (in allen ihren Manifestationen) der indigenen Völker, die mich konstant lehren, dieses Leben tiefer zu begreifen, mit ihm zu fliessen und es in mir und um mich zu ehren und zu erhalten.

Ich wusste das nicht immer, aber ich bin sehr sensibel. So sensibel, dass z.B. die Medizin des Peyote nur in meine Nähe kommen muss, dass mein Körper bereits ihre Wirkung spürt. Mein Sein braucht viel Liebe, Schönheit, Freundlichkeit, Wärme. Ich denke, das haben wir Menschen alle gemeinsam. Nur einige scheinen den Mangel daran besser auszuhalten, als andere. Ich zähle mich zu den anderen. Mangel aber, scheint mir ein grundlegendes Element in der Kultur zu sein, aus der ich ursprünglich komme, was sich wohl soziologisch auf verschiedene Arten erklären lässt. Nun, etwas in mir hat sich beizeiten auf den Weg gemacht, um nach der Sonne zu suchen, die in mir die Kälte vertreibt und, ja, wer sucht der findet. Den Zugang zu viel Liebe, Schönheit, Freundlichkeit und Wärme habe ich in Brasilien gefunden, bei den Menschen des Fogo Sagrado de Itzachilatlan und den verwandten Familien der Guarani und der Kirche des Santo Daime.

fogo temascal

Was hat das nun mit der Kunst zu tun, kompetente Kinder unserer Eltern zu sein?

Nun, ich beobachte mich, wie ich zunehmend Resistenz empfinde, wenn so viele Medizinleute von ausserhalb, in Südtirol Zeremonien und Rituale abhalten. Paradox, seit ich mit diesen Medizinen in Kontakt gekommen bin, bete ich aktiv dafür, dass “meine” Leute, mein Volk aus den Bergen, ebenfalls den Zugang zu dieser Liebe, Schönheit, Freundlichkeit und Wärme so viel wie möglich bekommen mögen.

Also habe ich mir das in mir genauer angeschaut und bin zu folgendem (vielleicht zwischenzeitlichen) Schluss gekommen. Was in mir diese Widerstände auslöst, ist mein Eindruck, dass wir, Volk der Berge, uns selbst unseren Besuchern gegenüber klein machen. Dass wir die Tendenz haben, sie auf ein Podest zu stellen und ihnen so eine Macht übertragen, mit der vielleicht nicht alle so respektvoll umgehen, wie wir es hoffen.

Ich spüre eine unglaubliche Sehnsucht in mir, diesen Medizinleuten auf Augenhöhe zu begegnen, mit unserer eigenen Tradition. Sie teilhaben lassen, an dem, was unser Volk an Wertvollem hat. Und da merke ich gerade, dass es vielleicht gar nicht primär darum geht, unsere uralten Traditionen, von denen ich ausgehe, dass sie im Laufe der Jahrhunderte verschüttet wurden, wieder zum Leben zu erwecken – nun, vielleicht auch. Aber gerade kommt mir vor, dass es zuerst einen Urwichtigen Schritt zu machen gilt, der zwar einfach und für jeden zugänglich ist, aber auf keinen Fall leicht zu vollziehen: nämlich genau der, dass wir zu kompetenten Kindern unserer Eltern werden.

Ich habe diesen Satz zum ersten Mal von einer Familienaufstellerin gehört, die von der Waldorfschule, wo meine Kinder den Kindergarten besuchen, engagiert wurde, um die Schule systemisch aufzustellen. Sie hat diesen Satz so erklärt: wir werden in dem Moment zu kompetenten Kindern unserer Eltern, sobald wir sie 100% als die besten Eltern für uns anerkennen, und alles, alles das annehmen, was wir von ihnen mitbekommen haben – alles Gute und alles, aus unserer Sicht, Schlechte. Sie haben uns also genau das gegeben, was wir gebraucht haben, um uns darauf vorzubeireiten, wenn wir so wollen, unsere Mission im Leben zu erfüllen.

So lange wir diesen Schritt nicht machen, tendieren wir dazu, andere Menschen und Institutionen (in dem obigen Fall, die Schule, in unserem Fall hier, z.B. indigene Völker) zu idealisieren, und in sie diese die Perfektion hineinzuprojezieren, die wir bei unseren Eltern vermisst haben. Unnötig zu sagen, dass das eine tickende Zeitbome ist. (Hatte ich erwähnt, dass ich hier von mir selbst erzähle?)

Was bedeutet das nun also konkret in meinem Leben. Der Frieden mit meinen Eltern schliesst eine Lücke in der Kette meiner Verwurzelung. In der Kette meiner Vorfahren. In dem Moment wo ich meine Eltern annehme, nehme ich alles an, was durch sie zu mir gekommen ist. D.h. meine gesamte Genetik, sowie meine ganzen Verhaltensmuster, alle, alle kulturellen Eigenheiten, alles, meiner gesamten Vorfahren. Was für ein Riesengeschenk! Gerade ist es mir schleierhaft, wie ich so lange nur alles “Negative” gesehen habe, was ich mit meinen Vorfahren verbunden habe. Den ganzen Schmerz der Kriege, den Mangel, das sich verstecken, Gefühle nicht zeigen, usw. usw. Doch wenn ich genau schaue, sehe ich einerseits eine unglaubliche Kraft in diesen Leuten, diesen ganzen Herausforderungen zu trotzen, und das allerwichtigste weiterhin immer zu schaffen: das Leben zu erhalten und weiterzugeben und so mein Leben und das meiner geliebten Kinder zu ermöglichen.

Andererseits erahne ich, dass durch meine Blutlinie ein Wissens- und Erfahrungsschatz in mir ruht, den ich ab jenem Moment heben und aktivieren kann, in dem ich mich ihm ganz öffne, alles von ihm annehme, ja zu ihm sage. Ich gehe sogar davon aus, dass genau hier das Wissen liegt, wie wir unsere eigene Tradition wieder auf heilige Weise leben können.

Goasslschnelln

Das Annehmen meiner Eltern, mit allem, allem, was durch sie zu mir gekommen ist, sogar jene Anteile, die ich am wenigsten an mir mag, die ich vor mir selbst so gut wie möglich verstecke, hat weitreichende Folgen in meinem Leben. Ich kann in mir nur das verwandeln, was ich zuerst angenommen habe. D.h. ab diesem Moment des JA sagens, kann ich mich allem bewusst zuwenden und sehen, was für mein Leben noch Sinn macht, und was nicht.

Im spezifischen Fall des Umgangs mit den Medizinleuten merke ich, dass ich nicht mehr das Bedürfnis habe, mich selbst klein zu machen, weil ich mich eigentlich meiner Selbst, meiner Kultur usw. schäme. Mich ihnen anzupassen, ihnen alles so gleich wie möglich zu machen, nachzumachen. Z.B. ihren Tanz, ihre Gesänge, sogar ihre Art zu sprechen, sich zu kleiden und zu schmücken und zu tun. Stattdessen, gehe ich in Austausch. Ich lerne von ihnen und gleichzeitig lehre ich sie, durch mein einfaches, offenes und transparentes Sein. Ich respektiere mich und mein gesamtes Erbe, zeige mich und mein Erbe, und stelle es zur Verfügung, damit wir, als Menschheit, voneinander lernen können.

Aus der Schliessung dieser Lücke in der Kette meiner Verwurzelung spüre ich eine weitere Riesenkraft hervorkommen: die Kraft unserer Grosseltern, der Berge. Diese geliebten Giganten, die in ihrer majestätischen Schönheit unser Leben von klein auf prägen. Ihnen, den Bleichen Bergen, widme ich diesen Text. Auf dass wir uns immer bewusster, in grossem Respekt und Dankbarkeit begegnen mögen.

 

Mitakuye Oyasin – für olle meine Beziehungen

Há vida após a maternidade!

Estou sentada, exausta, numa poltrona confortável, o coração leve e um sorriso na boca, olhando para a minha pequena família. O meu marido está se soltando na pista de dança, o pequeno de três e a maior de 5 tentam pegar com a mão as luzes refletidas no chão por uma daquelas bolas de discoteca de antigamente. Várias famílias vieram também, para um evento que junta bailada com comidinhas sustentáveis e é para ser assim – em família (Organizado pelo amigo Vincent Steinmann e parceiros https://www.facebook.com/vincent.steinmann.9?fref=ts). E eu, olhando, encho o meu coração de orgulho e dessa sensação indescritível: há vida após a maternidade!

Parece que esta experiência veio como uma brisa de alento para dentro do meu sistema e – consequentemente – para toda a família. Até este momento não tinha me dado conta de quão apagada eu sentia a minha chama vital, de quanta saudade eu tinha de mim mesma antes de tornar-me mãe.

Peraí … de jeito e maneira eu quero dizer com isso que me arrependo de ter embarcado nessa louca aventura de colocar dois filhos no mundo, muito menos de acompanhar suas evoluções da melhor forma que eu consiga, para que assim se dêem bem na vida (e que o mundo se dê bem com eles também).   Muito pelo contrário, aquela velha frase:  “ …nasceu uma criança, nasceu uma mãe…”, para mim é uma grande verdade, serei eternamente grata pela bênção desta iniciação.

Porém… não posso negar que o ser mãe realmente requer muito de mim. A ponto de sentir a minha chama de vida bem pequena.

Preciso dizer que eu reflito bastante sobre as coisas, é uma das minhas características, gosto de observar e ir fundo no estudo do que a vida me coloca. Então, tem momentos em que a maternidade me parece um grande peso. Por exemplo, quando começa o ano letivo e entra aquela rotina, que todo dia precisa acordar cedo e todo o procedimento começa cada dia igual: levanta, pede para o marido fazer o café, ajuda as crianças a colocarem a roupa entre gritos e chutes “nãaaaao, essa camiseta nãaaaao, quero botar aquele vestido” (de festa, branquinho para brincar na lama do quintal da escola), pede de novo para o marido fazer o café, ajudar eles a comerem, escovarem os dentes… “vamos, estamos atrasados!”… uff, só de pensar já fico sem fôlego.

Só que aí começo a me questionar… Lembro sempre de uma frase da permacultura, que diz mais ou menos assim, que se estiver fazendo muito esforço, pára um pouquinho e observa. Vê quais ajustes precisos se fazem necessários. Pois é uma lei da vida que um sistema em bom funcionamento não requer esforço, ele se sustenta sozinho.

Quase sempre, eu percebo, este ajuste tem que ser feito na minha própria maneira de ver, interpretar e julgar as coisas. Uma coisa que eu observo, e ela não tem erro… Quando eu me coloco totalmente presente aqui e agora, numa abertura para a vibração das crianças, é como se eu entrasse no mundo delas, eu consigo fluir junto com elas e tudo vira… uma delícia. Sério, chega a ser inacreditável. De repente a gente faz as coisas juntos, eu chego a me divertir junto com eles e – pasmem – me renovo e todo mundo fica nutrido de amorosidade.

Claro, a minha chama vital não estaria tão apagada se eu conseguisse entrar neste estado com mais frequência. Olhando para isso eu me dei conta de o que acaba comigo são as minhas ideias sobre a maternidade e, na realidade, sobre a própria vida adulta. Existe em mim uma crença de que ser adulto significa ser responsável, o que significa… ser séria! Acabou a brincadeira…acabou a moleza…a partir daqui é seriedade em prol de responsabilidade o tempo todo. Uff, fala serio.. ninguém merece! E mãe então: tem que educar! Educar… verbo do latim que significa conduzir para fora (da ignorância). Gente, me dou conta que eu estou apegada a uma visão retrógrada, segundo a qual a criança precisa ser conduzida para fora da sua ignorância, para se tornar um adulto iluminado, que nem eu. Adulto esse que deixa apagar a sua chama vital porque acredita que o mundo é muito sério.

Sinceramente, tem que rir de tanta contradição.

Sou muito grata a estudiosos da educação, como, por exemplo, Jesper Juul, um terapeuta de família dinamarquês, que vai desconstruindo conhecidos conceitos sobre educação, colocando o foco em questões que para mim fazem muito mais sentido. Segundo ele, os pais “(…) deveriam relaxar. 80% do que entendemos como educação é supérfluo. Falamos demais, quando a educação acontece nas entrelinhas. (…) Como os nossos filhos se comportarão com 20 anos não é a consequência da nossa educação, e sim da nossa convivência na família. Somos exemplos, bons e ruins, 24 horas por dia”

Gosto desta abordagem, porque ela convida para colocar o foco em mim mesma. A tal autoresponsabilidade que eu sinto como uma verdadeira libertação. Olhando para que tipo de adultos eu gostaria que os meus filhos se tornassem, me mostra o tipo de adulta que eu quero ser.

E assim vamos dançando, todos juntos em família, esta grande aventura que nos une. E eu desconfio que tal vez não seja necessário esperar após a maternidade para sentir a vida plenamente.

No Brasil há um livro publicado de Jesper Juul: Criando uma Família Competente – os princípios básicos para um bom e equilibrado relacionamento familiar

Imagem: John William Waterhouse: Gathering Almond Blossoms

DIE SPINNE… UND ICH

Was mich bei meinen Visionssuchen immer wieder aufs neue erstaunt hat, war, wie freundlich und wohlwollend mich die Natur aufgenommen hat. Wo ist eigentlich dieser Glaube hergekommen, dass uns die Natur böses will? Dass sie gefährlich sei, sozusagen nur darauf warte, uns mit Haut und Haaren zu verschlingen? Bzw… wie wäre es, wenn wir uns von ihr mit Haut und Haaren verschlingen ließen und uns vielleicht so geborgen in ihrem Schoss wiederfinden würden?
Ich war zum zweiten Mal zu den 9 Tagen aufgebrochen. Es war der erste Tag, ich war gerade “gepflanzt“ worden und es begann zu nieseln. Großvater Aurélio hatte vor einigen Jahren beschlossen, dass wegen des meist starken und anhaltenden Regens in Segualquia (übersetzt “der Weg zum Himmel”, der Ort wo im Süden Brasiliens die Visionssuchen und Sonnentanz des Fogo Sagrado de Itzachilatlan statt finden – siehe Facebook – Segualquia), die Buscadores Planen aus Baumwolle mitnehmen durften, um sich vor der ärgsten Nässe zu schützen.
Ich hatte also meine Plane an einem Seil zwischen zwei Araukarien aufgehängt und darunter, im Trockenen, aus den abgeworfenen Nadeln ein Lager gemacht. Darauf lag meine Wolldecke. Es begann zu nieseln und ich legte mich unter die Plane.
SCHOCK! Genau über meinem Gesicht saß eine Spinne auf der Unterseite der Plane. Sie war ziemlich groß, gefühlte 20 cm Durchmesser, mindestens! Ich gefror auf der Stelle und bewegte mich keinen Millimeter. Ich hatte schon einige Geschichten über Spinnenbisse im Wald gehört, auch davon, dass solch große Spinnen Menschen anspringen, um sie zu beißen. Der Gedanke daran machte mir Gänsehaut.
Eine Weile blieb ich bewegungslos liegen und überlegte, was zu tun sei. Unter diesen Umständen zu schlafen war ausgeschlossen – entweder die Spinne oder ich!
Ich kroch so langsam und unauffällig wie möglich zum Fußende meines engen und niedrigen Lagers und ließ die Spinne nicht einen Augenblick aus den Augen. Schließlich langte ich nach einem langen dünnen Ast, fasste Mut, und stupste sie an.
Ich hatte erwartet, dass sie mich anspringen würde, oder zumindest den Ast. Aber wie groß war meine Verwunderung, als ich sah, dass sie die gleiche Bewegung machte wie ich kurz davor, als ich sie entdeckt hatte: sie verfiel in eine Schockstarre und machte sich so klein wie möglich. Das überraschte mich. Ich fasste neuen Mut und begann sie mit anderen Augen zu sehen – sie richtig anzusehen. Eine Weile betrachtete ich sie und fand sie inzwischen wirklich schön wie sie da saß. Elegant sogar, mit ihren langen braunen Beinen. Ich belästigte sie nicht mehr und nach einem Weilchen setzte sie sich in Bewegung. Sie krabbelte die Plane hinab, unter meine Decke, tauchte auf der anderen Seite wieder auf und ging über meine Chanupa, die am Kopfende lag. Dann krabbelte sie wieder an der Plane hoch und ehe ich mich’s versah, gelangte sie zum Stamm der Araukarie, verschwand daran hinauf und ward nicht wieder gesehen.
In mir aber hinterließ sie einerseits große Erleichterung, dass ich mein Nachtlager nicht mit ihr teilen musste. Andererseits große Dankbarkeit über ihre Lehre. Nämlich dass ich in meinem Leben gut daran tue, zuerst genau hinzuschauen, bevor ich ohne nachzudenken in eine Verteidigungshaltung gehe und mir so vielleicht große Schätze, die mir das Leben schenkt, entgehen lasse.
Inzwischen liebe und ehre ich die Spinnen sehr. Bei meinen 13 Tagen hatte ich die Gelegenheit, eine Spinne zu beobachten, wie sie ihr Netz webt. Es ist ein Tanz in seiner ganzen Vollendung, der mich sehr berührt hat. Von indigenen Frauen hatte ich bereits gehört, dass sie die Medizin der Spinne durch Gesänge rufen, wenn sie sich ans Weben und Knüpfen ihrer wunderbaren Stoffe machen.
Nie mehr die Spinne oder ich, sondern ich und die Spinnen 😉

Aha Metakiase

Mein 1. Kontakt mit Chanupa

Este é um resumo da sua primeira publicação.

Den ersten (physischen) Kontakt mit einer Chanupa hatte ich im Mai 2007, im Gebetshaus, das bei Urkupimi Pedra Rosa im Garten steht.

Kurz zuvor war ich auf diese Medizinfrau aufmerksam gemacht worden (http://pedrarosa.blogspot.com.br/). Ich erinnere mich sehr gut daran, wie ich mich zu dem “schamanischen Workshop” angemeldet habe, nachdem ich Pedras damalige Homepage praktisch in mich aufgesogen hatte. Von Quantenphysik war da die Rede und vom Weg der amerikanischen Ureinwohner. Mein Herz war sehr unruhig und flatternd, etwas in mir wusste, dass ich schon sehr lange auf diese Gelegenheit gewartet hatte.
Beginn des Workshops, der ein Wochenende lang dauern würde, war für Samstag um 9.00 Uhr angesagt. Wie es sich gehört, war ich um 8.55 zur Stelle – vor einem verschlossenen Tor. Unsicherheit machte sich in mir breit, war das der richtige Tag? Ich beschloss, zu warten. Smartphones, um noch schnell das Datum zu checken, gab es damals nicht.

Nach einiger Zeit wurde das Tor geöffnet, heute weiß ich, dass Pedra mit Mond und Sternen wandert, wie sie selbst sagt, weiß sie die meiste Zeit selbst nicht, welchen Tag wir haben, geschweige denn, welche Stunde.
Auf jeden Fall begann der Workshop mit einer Pfeifenrunde – roda de Chanupa. Ich war sehr beeindruckt, als Pedra die Pfeife aus ihrem Lederbeutel holte und sich umständlich daran machte, sie zu putzen. “Warum hat sie das nicht vorher gemacht?” habe ich mich gefragt…

Sie aber nutzte die Zeit um, wie sie mir viel später erklärte, gleichzeitig auch unsere Köpfe “zu putzen”. Und uns außerdem über die Pfeife zu erzählen, so wie auch ich es heute mache.

Als also die Pfeife nach allen Regeln der Kunst geputzt, gestopft und gesegnet worden war, fragte Pedra ob jemand von den Frauen ihre Monatsblutung habe. Das traf auf mich zu und ich hob die Hand. “Dann darfst du die Pfeife nicht anfassen.” Wie bitte??!! Ich war geschockt. Fühlte Enttäuschung in mir aufsteigen, Wut, Unglauben, ich weiß noch, dass ich kurz daran dachte, aufzustehen und zu gehen. Ich fühlte mich irgendwie wie ein Kind, dem man einen lange ersehnten Lutscher versprochen hatte, um ihn dann kurz vor dem in den Mund stecken, zu beschlagnahmen.

Pedra machte sich inzwischen daran, mir, wie mir damals schien, fadenscheinige Erklärungen zu liefern, warum eine Frau in ihrer Mondzeit die Pfeife in dieser Tradition nicht betet. Gleichzeitig kramte sie wieder in ihrer Tasche herum und brachte ein Maisblatt zu Tage. “Für die Frauen in der Mondzeit gibt es einen Frauentabak”, erklärte sie mir. Irgendetwas in mir bewegte sich. Ok, mit einem Ersatzzuckerle gab sich mein Kopf zufrieden. Es war dann wirklich wunderschön, wie diese Zigarre in einem Maisblatt gewickelt wurde, mit vielen Gebeten versehen, die für mich bis heute sehr viel Sinn ergeben. Ich kann heute sagen, dass ich an jenem Morgen im Gebetshaus zum ersten Mal bewusst und auf eine positive Weise mit meinem Frau Sein in Kontakt getreten bin. Seitdem ist wirklich sehr viel passiert und doch fühle ich mich eigentlich immer noch als Anfängerin.

Urkupimi Pedra Rosa wurde zu meiner Patin auf dem roten Weg, 8 Jahre lang habe ich sie bei ihrer Arbeit intensiv begleitet und unglaublich viel von ihr gelernt. Zwei Mal habe ich sie nach Südtirol begleitet, wo sie Zeremonien und Workshops leitete, einmal habe ich Leute aus Südtirol nach Brasilien geholt, damit sie von ihr lernen konnten. Inzwischen gehe ich meinen eigenen Weg, in Liebe, Freiheit und gegenseitigem Respekt sind wir immer verbunden.

Was die Chanupa angeht, durfte ich sie bald darauf doch noch beten, und seitdem unzählige Male, in verschiedenen Runden. Bis ich 2010 bei meiner ersten 9-tägigen Visionssuche meine eigene Chanupa bekommen habe, die ich seitdem regelmäßig und mit unsagbarer Dankbarkeit und Begeisterung die Runde machen lasse.

Dieser Blog ist in gewisser Weise eine Hommage an dieses wunderbare Instrument und vor allem an unsere Vorfahren, die es uns in dieser schönen und heiligen Weise erhalten und überlassen haben.
Mitakuye Oyasin – für alle meine Beziehungen.

Prämenstruelles Syndrom – PMS oder Puttega, Mir Stinkt’s

Este é um resumo da sua primeira publicação.

Noch vor etwas mehr als einer Woche war ich so super gut drauf, dass ich dachte, jetzt nach meinen 13 Tagen Visionssuche, wird das zur Regel. Heute könnte ich, wäre mir danach, zutiefst darüber lachen. Wie oft schon in meinem Leben hatte ich diesen Gedanken. Ah, jetzt, wo ich das und das gemacht habe, hat’s mich erleuchtet, und ich brauche nie wieder durch das dunkle Tal der Tränen… Hahahahahaha

Gerade herrscht in mir Gefühlschaos. Wie ich hier vor dem Computer sitze, würde ich am liebsten weinen, in Brust und Gebärmutter zieht’s, mir ist nach gar nichts zumute, ich bin ungeduldig und gereizt mit meiner Familie.

Gestern habe ich, nach Monaten des nicht Benutzens, wieder mal meinen Kalender der Mondin herausgeholt. Das ist kein Mondkalender, wo drin steht, wann ich meine Blumen gießen sollte (daran konnte ich mich nie halten – meine Blumen sagen mir einfach, wann sie Wasser brauchen…). Es ist vielmehr ein Büchlein, in das ich mich selbst eintrage. Ich nehme mir einmal am Tag kurz Zeit (uff, welche Herausforderung!!), und mache einen Check. Einen Ansatz gibt z. B. das “Tagebuch der Mondin Mein Blut” vom Mondinnentempel LikanRay Ilalo in Ecuador unter der Leitung der Medizinfrau Mama Andrea Herrera Atekokolli (www.diariolunarmisangre.com): Wie fühlt sich mein Körper heute an: Wie sieht es mit meinem Energielevel heute aus? Fühle ich mich kräftig oder nicht? Lustlos? Oder will ich die Welt erobern? Wie ist meine Gesundheit – schmerzt etwas? Ich habe ein Gefühl von… Wo? Meine sexuelle Energie ist: latent, verlangt nach Befriedigung, anwesend aber ohne Dringlichkeit, indifferent, ich lehne sie ab..
Wie setze ich mich heute in Beziehung: Wie ist mein Laune, mit welchem Geisteszustand bin ich heute aufgewacht? Ich fühle mich wie… Auf andere habe ich heute wie reagiert…
Wie ist heute mein Geist: Äußerer Ausdruck – Intensität des Schöpfens, Aktivitäten, die ich heute mit Inspiration gemacht habe. Meine Fähigkeit zu organisieren, aufmerksam zu sein, mich zu konzentrieren. Wie habe ich mich heute angezogen. Meine Fähigkeit, Situationen zu begegnen…
Innerer Ausdruck: Heute habe ich gemerkt, dass… Meine Visionen… Plötzlich verstehe ich, dass… Intuitive Gedanken.
Meine Träume: Als ich heute aufgewacht bin, habe ich geträumt… Wir beobachten die Farben, Wiederholungen, den Zeitraum des Traumes, ob zu Beginn der Nacht oder am Morgen.

Also habe ich den Kalender herausgeholt und mich eingetragen… Der Rat wäre, das gestalterisch zu tun, Symbole können unser mystisches und geheimnisvolles weibliches Wesen oft besser zum Ausdruck bringen, als Worte, die Schrift. Nun, so weit bin ich gerade nicht, also tun es Worte. Und es ist unglaublich.. Mich auf diese Weise zu beobachten und das Beobachtete festzuhalten, hat mir sofortige Linderung gebracht. Was mir nämlich, wieder mal, am meisten Schmerzen bereitet, ist der innere Kampf. Wo eine Diktatur des Geistes herrscht, die sagt – du musst jetzt produzieren. Du bist gerade nutzlos. Faul. Unsympathisch und unumgänglich. Ich gegen mich selbst, das schmerzt wirklich ungemein.

Doch dann sehe ich den Kalender. Und ich führe mir vor Augen, dass die Mondin beim Abnehmen ist, d. h. in diesen Tagen kann ich in Begleitung der Frage sein – was will ich loslassen? Gleichzeitig wird mir bildlich bewusst, dass ich an einem ganz speziellen Punkt meines Zyklus bin, der mich unterstützt: das PMS – Puttega, mir stinkt’s. Diese hormonell gesteuerte Zeit unseres Zyklus, wo innerlich klar ist, dass die Eizelle nicht befruchtet wurde, also sich in uns alles darauf vorbereitet, auszuscheiden, loszulassen. Aber noch ist es nicht so weit, die Erlösung durch das Blut lässt noch auf sich warten. Es ist unendlich wertvoll für mich, diese Zeit bewusst zu erleben. Sehr schön, ist es für mich, überhaupt einen Kalender zur Hand zu haben, der mich sozusagen als Frau legitimiert, der mich daran erinnert, dass ich nicht alleine so bin, dass sich alles konstant verändert in mir, dass wir Frauen zyklisch sind und dass genau das unser Sein ausmacht – eben genau so wie das der Mondin – die sich uns in jeder Nacht auf eine andere Weise zeigt, und trotzdem in ihrem Zyklus eine Konstanz hat.

Ich bin den Frauen, die auf der ganzen Welt solche Kalender mit sehr viel Liebe und Herzblut für uns Schwestern ausarbeiten, unendlich dankbar. In diesem Moment meines PMS spüre ich seine Kraft. Durch den Kalender mache ich es für mich sichtbar und bringe es so ins Licht, damit ich es für mich bewusst nutzen kann. Was während des restlichen Monats im Argen liegt, ich aber gekonnt unter den Teppich meines Unterbewusstseins verschwinden lasse, hat während des PMS keine Chance, verborgen zu bleiben. Wie eine Naturgewalt schiebt es sich an die Oberfläche und zeigt sich in Irritation, Frustration, Verzweiflung, Trauer.

Jetzt, wo ich mich mit Hilfe meines Kalenders wieder daran erinnert habe, dass das jetzt ansteht, gönne ich mir Ruhe. Ich schaffe mir, so gut es geht, meinen Raum der Stille und betrachte. Ich weiss, in diesem Moment brauche ich nichts zu ändern, aber zu betrachten, zuzulassen, anzunehmen, das wird mir guttun. In einem anderen Moment meines Zyklus und der Mondphase werde ich die Kraft, den Impuls und die Freude haben, zu ändern, was zu ändern ist. Darauf will ich vertrauen und so im Einklang sein, mit mir selbst und mit der gesamten Schöpfung.

Anmerkung: als ich auf Deutsch zum ersten Mal das Wort “Mondin” hörte, fand ich es gekünstelt und eigentlich unnütz. Doch in meinen Gebeten und meiner sich vertiefenden Beziehung zur wunderbaren Großmutter Mondin, nehme ich sie für mich so als eindeutig weiblich wahr, dass ich sehr dankbar für dieses Wort geworden bin.

Aha Mitakuye Oyasin – für alle meine Beziehungen